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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Formação do Profissional de Saúde - A Organização das Escolas de Saúde

No artigo A Formação do Profissional de Saúde - 1 explicitei as relações que envolvem a educação formal e o seu papel como produto das relações de produção estabelecidas por cada Sociedade em seu tempo e espaço.
Texto mais centrado em entender o papel da educação, na sociedade atual, a análise histórica só foi buscada quando se necessitava de elementos comparativos, ilustrativos de que as formas de ensino-aprendizado estavam diretamente ligadas as necessidades produtivas de sua época.
O enfoque do texto que se segue não me permite legar o caráter histórico do desenvolvimento das formas de se pensar o profissional de saúde e cometer, assim, a mesma simplificação teórica do primeiro texto.


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O processo de especialização e diversificação das formas de trabalho receberam forte impulso através das transformações ocorridas na sociedade européia a partir do século XVIII. Costuma-se creditar tal fenômeno ao avanço no domínio das técnicas e das tecnologias oriundas da revolução industrial o que leva a uma simplificação das relações humanas a lógica da tentativa e erro, retirando-se assim a nossa qualidade mais fundamental que é, através da reflexão sobre determinado problema, gerar formas de trabalho que possam oferecer sustento as nossas necessidades.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Atenção Básica

Clássico Neoliberal. Por razões óbvias,
raramente citado como guia de
Política Pública de Saúde.  
 O intenso debate que se seguiu ao longo das décadas de 1970 e 1980 levou a um reforço considerável do papel da organização dos sistemas de saúde no mundo. A recessão mundial e suas consequências conduziram diversos países a reorientar seus investimentos públicos em áreas chamadas de sociais (educação, saúde, segurança, etc) segundo a emergente Cartilha Neoliberal. Cortes de investimentos, reorientação do financiamento público, novas formas de se pensar e agir foram implantadas como salvação para as dificuldades que se impunham aquela época.
Apesar da forte pressão que o setor econômico sobre o Estado na busca por melhores condições de produtividade e, portanto, de obtenção de lucro, as reformas não aconteceram sem que houvesse resistência. Assim, no campo da Saúde Pública, tornou-se imperativo que um conceito que a muito vinha sendo utilizado sem que uma definição clara lhe fosse dada, emergisse do campo dos conceitos-sintomas para uma forma de conceito-chave: a Atenção Primária a Saúde.
Apresentada pela primeira na Grã-Bretanha, no ano de 1922, pelo Serviço Nacional de Saúde, a Atenção Primária a Saúde se propunha a ser uma forma de organizar o embrião de um sistema de saúde (que se tornaria universal no ano 1946) em três níveis de atenção: Primário, Secundária e Terciário. O nível primário serviria de porta de entrada para a população ao sistema de saúde e seria uma projeto diretor da alocação de recursos deste mesmo sistema. Explicando melhor: por estar descentralizado, regionalizado e em contato frequente com a população, tal nível de atenção seria capaz de avaliar as necessidades de sua área física de ação e alimentar com dados e novas formas de trabalho todo o sistema.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Reforma Sanitária- Fechamento

Após nosso encontro de ontem, segue aqui a apresentação.

Aqui segue um vídeo da 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986 em Brasília


Os textos usados como base foram: IDEOLOGIA E PRÁTICA NA SAÚDE: A QUESTÃO DA REFORMA SANITÁRIA de Fátima de Maria Masson, publicado no post anterior;

Outro texto foi a tese de Jair Nilson Silva Paim: REFORMA SANITÁRIA BRASILEIRA:CONTRIBUIÇÃO PARA A COMPREENSÃO E CRÍTICA.



PS: Será que o Klaus já aprendeu a acessar os arquivos?